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É o que dá não ler o Borda d’Água

 Saí para sentir um pouco de liberdade consentida - meia dúzia de metros até ao hipermercado. Pensei, Abril, estou farta de botas, botins, meias, ténis. Vou sair sem meia no pé! 

Sapatinho de nobuk e eis que a meio das compras começo a ouvir um barulho que me pareceu familiar. Quando saio da superfície comercial....bom, uma bátega de água das antigas. Sapato que não deve apanhar água, encharcado, pés molhadinhos e água até aos ossos.

A verdade é que soube bem, e só não me pus a dançar ali à chuva porque ainda não enlouqueci totalmente.

Os sapatos, esses até estão bem. Vale o spray milagroso da Aldo que lhes ponho de quando em vez para os proteger deste tipo de acaso. 

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