Avançar para o conteúdo principal

A Saga da minha televisão

Como dizia a minha avó, estou "pior do que estragada".

Lá arrisquei a mandar reparar a televisão; era sabido que eu não podia com ela, o senhor das reparações deu-me o contacto de um indivíduo que faz este tipo de trabalho e lá o contactei. Transporte de ida e volta até ao sítio da televisão, tudo por 30€, ok, não achei escandaloso.

Mas alertei qual o modelo da televisão e que é pesada, que tinha que levar alguém. Sim sim, ok.

Hoje de manhã chega a minha casa, sozinho e eu comecei a ver a minha vida a andar para trás.

Ahhh, eu sabia que era este modelo e de facto são pesadas mas pensava que era a outra, a final a sua é a maior, a Panorâmica!

Seja lá o que for, eu disse que ela pesava imenso e o senhor acha qa consegue levar?? Bom, eu na minha boa vontade lá disse que o ajudava, mas logo me arrependi, dei três/quatro passos e a minha coluna cedeu, comecei a sentir que mais um bocado e ela me caía das mãos. Pedi-lhe para parar, sustive-a nos meus pés que quase ficavam esmagados e disse-lhe mesmo que comigo ele não a conseguia retirar dali.

Mas eu já piursa! Pago um transporte exactamente para não me chatear. Nisto, o meu vizinho jovem do 2º andar sai de casa com a sua mochila para ir para a escola e super amoroso pergunta-me se preciso de ajuda....foi Deus! Embora seja magrito e franzino, não deixa de ser um homem né.

Enfim, foi um instante enquanto levaram a televisão para baixo e asseguro que estava intacta.

Foi entregue na loja da reparação toda riscada, ainda por cima na parte da frente; o homem do transporte diz que foi na escada, eu teimo que não foi, que foi na carrinha já que ela entrou à força....mas enfim, vida de pobre é isto mesmo.

Estou um pouco desgostosa porque a televisão até é bonita por fora, cinza prata, estava super bem estimada e agora parece que foi à guerra, mas enfim...o problema dela, além do cinescópio que para já ainda está para durar (afinal) - tem é menos intensidade de côr, era o arranque, coisa que me ficou nuns módicos 30€.

Vão agora entregá-la a casa e pele menos, mesmo com ar de quem andou na guerra, espero que aguente mais um bom tempo, pois confirmado pelo técnico a verdade é que, mesmo com 12 anos tenho ali uma excelente televisão.

E eu aqui estou, trocidada das costas e com os braços cheios de nódoas negras :(

Comentários

a.a disse…
Deixo-te uma sugestão: Um bom esfreganço de creme já me safou de um par de chatices com coisas riscadas. É pôr uma boa quantidade e ir polindo com afinco, com um pano. Às vezes é melhor pôr aos poucos, outras é melhor fazer de uma vez.
Uma vez um amigo raspou o carro noutro carro estacionado; éramos estudantes, pobreza crónica!, então emprestei-lhe o meu creme para ver se resolvia. Ficou um brinco, não foi preciso deixar o contacto (ufa!) e o meu amigo ainda hoje anda com um creme no carro. hahaha

Tem de ser um creme gordo e espesso. Não pode ser um leite, nem nada rocócó. E o esfregar tem de ser com fé mesmo. Aproveita que o papa vem cá estes dias. hehe

Essa situação do transporte era coisa para me fazer passar uma tarde a escrever queixas no livro de reclamações, no portal da queixa e na testa do homem.

Pois é amiga, paga-se, avisa-se e nada...

Se ela vier em condições e trabalhar mais uns

tempos, vá que não vá, o pior sendo o aspecto.

Hoje em dia mandar reparar algo, já é uma incógnita

sobre o resultado.

Bjs. e votos de que essas dores passem depressa.

Irene Alves
Brown Eyes disse…
O que nós ficamos a aprender! Creme gordo tipo Barral?? Já fico a saber para desaires futuros. De qualquer modo o Sr.que arranjou a televisão foi um querido, deu ali um polimento, uma pincelada com uma tinta parecida e de facto mal se nota....o pior veio depois....

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Há 5 dias sem PDA....deu asneira

 Dizer-se a uma mãe que não pode dar beijinhos à sua criança...é duro de ouvir, digo já. Mas perfeitamente  exequível se pensarmos que é para o bem da criança e então aí...nem que nos paguem 100.000€.  Ah pois é, então e o instinto? Estava a correr tudo muito bem, até que hoje, passados 5 dias sem qualquer resquício de PDA ela aparece-me à porta do quarto com aquelas bochechas maravilhosas, em slow motion eu aproximo-me dela, agarro-lhe na cabeça e dou-lhe dois grandes beijos. E que bem me souberam.  Ela, com os olhos a brilhar e um sorriso rasgado: “Mãeeeeeee, já me podes dar beijinhos!!!” Caiu-me tudo. Como é que eu me fui distrair desta maneira vil. Vontade de me esbofetear foi o que me deu. Bom, não há-de ser nada e a verdade é que uma mãe, por muito que proteja é humana e também falha. Raios partam o COVID. Estou farta deste gajo até à raiz dos cabelos.