Avançar para o conteúdo principal

A minha filha anda a esticar a corda

E amiúde me contempla com saídas do género "ela é que manda".

Comportamentos típicos dos seus 5 anos, mas que se não forem corrigidos ASAP vão dar origem a uma pequena ditadora que, crescendo, se torna numa pessoa insopurtável.

Tivemos um quid pro quo na terça-feira passada, pois perante o meu cansaço extremo e o facto de estar carregada de coisas, pedi-lhe para ser ela a levar para cima o saco dela da natação e a jeitosa recusou-se!

Perante o meu abrir de olhos e cara de poucos amigos, começou num crescendo numa birra, facto esse que àquela hora eu não tinha força anímica para lidar com e, trouxe eu o saco (erradamente) mas quando cheguei a casa foi de gritos.

Culminou o episódio comigo a dizer-lhe que, se nos próximos dias voltasse a ser mal educada e pouco cooperante, inclusive se teimasse também em não arrumar os brinquedos dela, que só ela e as amigas dela desarrumam, que podia esquecer a Natação!

Resposta da criatura:

"Na na, porque a natação é minha e eu não quero desistir, eu é que mando na natação!"

Pois bem, introduzi finalmente o tema do Capital! Muito embora lhe custe perceber que hierarquicamente a posição dela não é favorável, por outro lado, quem paga sou eu, e se eu não pagar, pois lamentavelmente toda e qualquer actividade extra pode ir por água abaixo.

Nâo sei se percebeu, se interiorizou, se tem a noção das implicâncias que daí podem advir...confesso que na altura da imposição do potencial castigo eu própria não pesei os contras, pois ela tem que andar na Natação não só por todo o bem que lhe faz, como também por imposição do ortopedista, dada a escoliose precoce que ela tem...por isso rezo que ela se atine, que se porte melhor, caso contrário vou ter que dar um passo atrás e fazer uma substituição de castigo.

É muita gestão para uma pessoa só!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.