É um dia histórico para republicanos e monárquicos e cada qual o entende sob o seu ponto de vista. Para mim, desde 1998, ou seja, de há 28 anos para cá é um dia que me faz inevitavelmente revisitar um passado que dói. Eu tinha 20 anos. Era uma miúda imberbe com algum conteúdo, mas não deixava de ter 20 anos. O Verão anterior tinha sido ambíguo. EXPO 98, fui lá uma série de vezes, levei a minha irmã que na altura tinha uns encantadores 10 anos e diverti-me imenso. Mesmo. A vida universitária corria-me bem. Na verdade foram os anos, enquanto estudante em que fui feliz. Com muita aprendizagem útil, conheci pessoas incríveis entre colegas e professores e deixei de ter de lidar com pessoas parvas e comportamentos parvos, numa altura em que ainda não se falava em bullying mas ele já existia e bem! A minha avó era doente oncológica há 10 anos, mas na minha cabeça era imortal. Iria ter avó até aos seus 100 anos ou mais. Alguma vez a minha avó partiria mais cedo!? Jamais....
Comentários
Mas vai ser interessante ver se na época do Natal as mortes naturais decaem. Há anos li um estudo sobre a infulência que o nosso estado de espiírito tem no nosso sistema imunitário e no corpo em geral. Diziam que na época do Natal havia menos mortes naturais e defendiam que seria por causa da expectativa de conseguir passar mais um Natal com a família. Depois das festas o número de mortes naturais aumentava acima da média normal, compensado o decréscimo anterior, para depois estabilizar em valores próximos da média. Quero ver se é mesmo assim.
Mas de facto, é para lá ir com um espirito analítico e não existencial, senão acabo nas estatísticas demasiado cedo!!