Avançar para o conteúdo principal

O Natal dos Sem-Abrigo

Não deixo de me arrepiar sempre que páro para pensar um pouco em todos aqueles que por esse mundo fora têm tão-pouco.

Mas como a desgraça não está apenas em África, no Médio Oriente, ou na América Central, e sem nos darmos conta está tão presente ao nosso lado, não consigo imaginar o quão deprimente, triste e desolador será ser sem-abrigo nestas e noutras quadras.

Saber-se que família inteiras esbanjam, não pensam sequer na felicidade que têm ao seu alcance e com tão pouco e que tantos seres como nós vivem na miséria mais deplorável a que um ser humano pode estar sujeito.

Vi na comunicação social a acção de solidariedade do Metropolitano de Lisboa, ao oferecer tantas refeições de Natal aos sem-abrigo da nossa cidade, a maior parte deles que um dia tiveram um futuro que se avizinhou razoável e que, por uma ou outra cabeçada mais forte acabaram a depender da caridade alheia.

É triste pensar que o que para nós pode ser tão comum, para outros tem uma grandeza inatingível.

Olho para a minha filha e saber que apesar dos seus apenas tenros 5 meses, materialmente nada lhe falta, os pinheiros de Natal por onde passámos carregados de embrulhos para ela, brinquedos e tudo o mais....e que futuro lhe estará reservado?
Dói saber que quando nos queixamos que temos pouco, olhar para o lado e saber que há quem, esses sim, nada tenham, muito menos o que comer...

Reitero que a solidariedade não deveria ser tão sentida apenas nesta fase do ano...mas sempre.
Tenho a consciência tranquila, faço sistematicamente o meu mecenato e gostaria de pensar que todos, à sua medida o fariam também.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Ritz - Quinceañera

 Mas como é que já se passaram 15 anos desde aquele dia em que finalmente a conheci e senti que já a conhecia desde sempre. Não a ela em si, mas à essência dela, à presença dela em mim. Bem que dizem que os filhos são sangue do nosso sangue, carne da nossa carne e senti que uma parte de mim se havia desprendido e estava pronta a desbravar terreno, desenvolver-se, superar-se e ser uma muito melhor versão dos seus ascendentes. Aí estava a minha borboleta, a minha Tinkerbell, a minha Bébécas, a riqueza de sua mãe, o pequeno demónio, a princesa....a Ritz. O livro em aberto que a cada dia ganha mais páginas, o amor puro, o orgulho, por vezes a minha falta de paciência para a sua desafiante adolescência e a reinvenção diária de mim própria e de como lidar com este ser do mundo. 15 anos de ti, 15 anos de nós e a certeza de que sem ti a minha vida teria o maior dos sonhos por realizar, porque sempre desejei ser tua mãe, mesmo antes de existires. Muitos Parabéns Filhota e que estes 15 anos ...

Os malefícios da adolescência

 Sempre pensei que a minha filha não seria acometida por certas coisas, nomeadamente acne. Eu nunca tive e achei que a genética iria ajudar...mas não. De há uns meses a esta parte a pele da cara ficou qual campo minado e muito também por culpa dela, pois gosta de fazer experiências com produtos que não são para a idade dela, vai na conversa das amigas e não segue as minhas sugestões e agora chegou ao limite pois claro. Lá fui com ela ao dermatologista que é um médico incrível que já nos ajudou há uns anos com um problena de hiper pigmentação, mas fiquei descapitalizada e vamos ver se resulta. Para já foram 200€ assim num piscar de olhos. Seguir o plano durante cerce de 3 meses para nova avaliação. Ao sairmos da consulta disse-lhe assim o médico: "Não te preocupes porque de uma forma ou outra isso vai ter solução e vamos fazer de tudo para não ficares com marcas." E a minha filha que não tem o mínimo de bom senso respondeu: "Eu não estou nada preocupada, a minha mãe é que...