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Nunca sabemos qual o melhor caminho

Hoje decidi deixar a miúda no Centro de Estudos. Tenho a cabeça em água, algumas responsabilidades em nítido overdue, reuniões e alguma necessidade de poder usufruir de algum silêncio. Se foi a decisão certa em tempos de pandemia e com os números conforme estão...não sei. Mas precisamos ambas de ir de encontro a alguma sanidade mental e esta reclusão forçada sem termos cometido crime algum não nos está a aportar grande valor.

Foi com todas as ressalvas, todos os avisos, e instada a cumprir com toda a profilaxia e regras...eu respirei fundo quando a deixei, ela saltitava com a sua mochila carregada de livros. Espero que o meu (bom) senso não me deixe ficar mal e esta saída não se traduza a curto praxe numa má escolha. A verdade é que estou cheia de saudades dela. Faz-me falta ter aqui o meu pintainho a fazer disparates e eu a hiperventilar com uma carga de nervos mas....estávamos a precisar de umas horas longe, para que o nosso próximo abraço seja ainda mais apertado. Sim, já há três meses e tal que não tinha uma reunião sem barulho de fundo...aiiii, mas que falta me faz esse barulho. O ser humano é isto mesmo, “só está bem onde não está, só quer estar com quem não está!”.

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