Avançar para o conteúdo principal

As situações embaraçosas em que a minha filha me coloca

Fui buscá-la ao colégio, e enquanto estava a conversar com a Educadora, aproxima-se a mãe de outro menino. A senhora disse boa tarde, sorriu e tal, e nisto vejo a minha filha a ir em passo acelerado atrás da dita senhora.

Eis se não quando oiço o seguinte:

"Olá, o que é que tens na língua?????"

Até estremeci; vi logo que já tinha saído asneira. Pelos vistos a criatura tem um piercing na língua.

A senhora lá lhe respondeu que era um brinco; e a minha filha continua:

"E não te dói? E puseste o brinco aí porquê? E...."

Tive que travar a conversa, agarrá-la por um braço e a sorrir e entre dentes a dizer-lhe para não se meter na vida das pessoas, bye bye até amanhã, "não incomodes a senhora", blá blá blá.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.