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Nutro pela minha filha um amor incondicional, não é novidade. E, por tudo o que nos envolve ela é a pessoa que a vida colocou no meu caminho, que para mim é muito especial. Já o disse várias vezes e repito que, o sofrimento une as pessoas - não conto neste momento pelo menos em ter mais filhos, mas mesmo que os tivesse a minha primeira filha, nesse caso, iria ter sempre o seu lugar especial/diferente. Não que o amor fosse maior, mas, especial.

Talvez uma das missões da minha vida, para além de ser uma pessoa melhor e utilizar algumas das virtudes que porventura possuo para ajudar o próximo, e que mereça no mínimo ser ajudado, seja tentar fazer dela uma pessoa Humana; que aprenda a utilizar os dons dela para o bem, que faça por aprender, por ser alguém, e que, acima de tudo e que, por muitas voltas que a vida dela dê, nunca envergonhe a minha memória e a honra dela própria, com comportamentos pouco dignos numa mulher, reprováveis em qualquer década e geração.

Ultimamente enfoco as desilusões da vida nela, utilizo-as para me aproximar ainda mais dela e agradecer o facto da minha filha ser minha, e estar na minha vida. Pois nestes últimos 5 anos a presença dela na minha vida tem-me trazido tanta luz.

É nela que penso e devo pensar ainda mais quando traço os meus objectivos, os meus sonhos, as minhas aspirações e ambições - ela precisa de mim enquanto mãe, educadora, exemplo, guia e eu, preciso do olhar dela, do seu cheiro, do seu carinho e do seu brilho. É por ela e para ela que vivo, que luto e é por ela que almejo a felicidade.

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