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"O Mandarim"

Como é que é possível as circunstâncias da vida por vezes serem capazes de dar origem à nossa descaracterização, à perda de alguma da nossa identidade e que nos façam andar tipo zombies a pairar no cimo da nossa vida?

Quer dizer, que as preocupações relacionadas com os filhos ou com a nossa família nos façam desertar do rol dos dias felizes, é uma coisa, agora coisas e loisas que cheiram mal, que fedem...sinceramente não consigo entender, embora também tenha padecido do mesmo mal. E porquê Sr. Ministro??

A pessoa ganha rugas de expressão, olheiras, depois gasta-se dinheiro em corrector, que depois não sobra para comprar os belos dos óculos da Prada!

Resolvi que já chega de ler apenas revistas de viagens, de puericultura e bebés e catalógos do hipermercado. Retomei um hábito, um vício que me faz falta e que me alimenta a alma e a imaginação. Como é que eu pude estar mais de um ano alheia das letras que tanto prazer me dão??

Credo, quando de facto nos relacionamos com seres estúpidos, embrutecemos tanto ou mais do que eles e o convívio com tanta mediocridade, quase me todava o raciocício. Só uma pessoa muito manipulada consegue deixar para segundo plano tantas coisas interessantes para se dedicar a um marmanjo, que para além da nossa dignidade, nos retira o amor próprio e nos suga a energia, a cultura e até o dinheiro, para lhes sustentarmos os vícios, os luxos...

E uma pessoa perde-se num emaranhado de confusões, mentiras e traições e deixa para trás a sua essência.

Mas voltei!!! E nada como um folhetim à boa maneira de Eça de Queirós para fazer as delícias dos meus serões e colocar-me novamente no activo.

Temos Mandarim!

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