Regressemos aos problemas estrututais e fracturantes da nossa sociedade.
Como por exemplo, exames do Secundário e a vergonha que tem sido este ano lectivo.
Todo este processo me é muito próximo pois venho de períodos estudantis difíceis: fugi à PGA por um ano ou dois mas tenho muitos amigos e colegas que foram vítimas dessa prova mal engendrada e ingressei no Ensino Superior no ano fatídico em que a Dra. Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra da Educação cometeu tantas falhas que deu origem a um processo de ingresso horroroso e traumatizante.
Greves dos Professores que vigiavam as Provas, as provas na altura eram todas feitas nas universidades e tão pouco havia equidade - os que tinham os professores a vigicar a sua sala conseguiam fazer a prova, os que não tinham, teriam de fazer noutro dia, outra prova.
Que justiça e equidade foi esta?
No meu caso, cheguei a ter a Prova de História a mais de meio, até estava a correr muito bem, quando vem uma multidão revoltada da Faculdade de Direito arrancar-nos as folhas de teste, rasgá-las e os professores de braços cruzados sem poderem fazer nada.
Sabíamos pela televisão quando ias ter de repetir as provas, sendo que para me safer de ir à 2ª Fase num dia fiz 2 Exames - foi de loucos.
Mas saímos à rua e a contestação foi tal que nos meus 3 primeiros anos de curso ficámos isentos de propinas.
Neste momento não vejo jovens tão aguerridos e, sendo tão adultos e com tão mais liberdades agora do que há 30 anos atrás, vejo as mãezinhas e os paizinhos a reclamar - são os enfezadinhos que estão a criar.
Não obstante, enquanto mãe de uma miúda com 16 anos que já está em pleno processo de médias e afins, estou mesmo muito preocupada com o que a espera para o próximo ano.
Veremos...
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